1º Turno: Semana decisiva para as composições partidárias em Lavras/CE

Por Paulo Sergio 30/03/2020 - 22:02 hs

O prazo para filiação partidária 2020 não mudou. Mesmo com a pandemia do coronavírus e uma série de medidas restritivas adotadas pelos governos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve o calendário para quem vai concorrer às eleições municipais em outubro e a data continua sendo 4 de abril, ou seja, esta semana. Já a janela partidária, para vereadores que desejam mudar de agremiação sem serem penalizados, fecha um dia anterior, no dia 3 de abril.


Em Lavras da Mangabeira, alguns vereador(a)s devem se movimentar durante a semana para bater o martelo sobre a migração, apesar da incerteza que ronda sobre as eleições 2020.

Uma coisa parece estar mais que certa: a migração de lideranças também é esperada, onde pré-candidatos dão quase como certo de seu nome em outras novas siglas partidárias para o pleito deste ano.


A semana será de definição do quadro político eleitoral no município. Isso é o que esperam as principais lideranças.

O clima de impasse e indefinição em torno de nomes pelos principais grupos políticos à eleição municipal de 4 de outubro gera desconfiança e provoca novas leituras do momento político.


Para aqueles pré-candidatos que já obtiveram a oportunidade de estar a frente do executivo lavrense, no caso de Lavras/CE (Tavinho e Ildsser), quanto mais demorada a decisão, menos tempo eles estarão expostos a ira do eleitor, deixando o tempo correr para ajustar as diferenças e minimizar debandadas de lideranças que tiveram.

Enquanto que para os novatos (Ronaldo da Madeireira/Fábio Peixoto e Chico Viana), a definição de nomes deve favorecê-los.

Ronaldo da Madeireira por exemplo, é um dos que tem, como ponto forte, a baixa rejeição. Isso tem fortalecido o grupo e a sua capacidade de forte aglutinação de lideranças políticas.


O MDB, do grupo político que comanda hoje o municipio de Lavras, tendo a frente o prefeito Ildsser Alencar, deve lançar candidatura apenas em um só partido, em virtude das saídas de lideranças políticas, que acabou enfraquecendo o grupo, que, até então, não tem conseguido reunir forças (Lideranças), além das que conta hoje. O desgaste político nutrido pelo atual gestor municipal, se mistura aos desgastes politicos junto a sociedade lavrense de Eunício Oliveira/Danniel Oliveira/Dena Oliveira, dentre outros.


O mesmo deve acontecer com o grupo comandado pelo ex-prefeito  Tavinho (PDT).

O partido deve também lançar nomes apenas em uma só agremiação partidária, visto que, com a perca de lideranças, o grupo foi bastante desfalcado, mas tem buscado se organizar a "cata" de pré-candidatos para o cargo de vereador, mas até agora, sem sucesso. O PP também se juntará ao PDT, apenas para o cargo majoritário.


Fabio Peixoto (PR) candidato pela primeira vez, tenta montar um grupo que segundo o próprio pré-candidato, deverá ser de pré-candidatos com potencial politico não acima de 300 votos, buscando atingir pelo menos uma cadeira no legislativo municipal local.

Fábio se diz maduro politicamente para, também conversar com todos os grupos, diferenciando aqueles que já tiveram oportunidade de administrar o município e nada ou quase nada fizeram por Lavras.


Chico Viana (PSL), pré-candidato também pela primeira vez a sucessão municipal em Lavras, tem se mostrado com pouca movimentação política partidária, pelo menos, tem transparecido. O pré-candidato revelou ao Site que pretende lançar apenas três candidatos a vereador, o que, deverá custar muito caro ao partido, visto que não se tem noticia de uma liderança forte suficiente no PSL para ultrapassar a barreira dos 500 votos. Viana, tem dito que está aberto a conversações com os demais grupos, exceto, com o MDB.


Ronaldo da Madeireira (PSD), também participará de uma eleição municipal pela primeira vez postulando o cargo maior (Prefeito). Seu grupo tem se fortificado e deve lançar em dois partidos aliados (PT) e (PSD) pré-candidaturas a vereador, dado o número de pré-candidatos existentes, o que lhe dará uma fortaleza ainda maior.

O pré-candidato tem a seu favor, uma aliança política que reune o PSD de Domingos Filho; o PT do governador Camilo Santana; o PODEMOS do senador Eduardo Girão e o PSB do Deputado Federal Denis Bezerra, aliado de Ciro Gomes e Mauro Filho.

Para os grupos, a não coligação para cargo eletivo ajudará na estratégia da escolha mais criteriosa dos possíveis nomes, apesar da apatia dominar os eleitores com relação a alguns candidatos.

Reta final...a decisão tomada, poderá valer ao pré-candidato sua eleição, caso contrário, ficará "de lado" politicamente, por mais quatro anos.